Por que montar um comitê de gestão de crise?

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No mundo corporativo, qualquer empresa, independente do tamanho ou segmento, está sujeita a adversidades. O papel do setor de recursos humanos em conjunto com a comunicação interna é de minimizar os impactos negativos que possam surgir. 

Com a globalização e a internet, as informações, sejam positivas ou negativas, se disseminam muito rápido. Durante uma crise, o posicionamento da empresa precisa ser rápido e assertivo também. Por isso, o ideal, mesmo que não haja crise, é a criação de um comitê de gestão de crise. Nesse comitê é preciso reunir profissionais de diversas áreas de empresa, que irão pensar nos públicos externos, como clientes, acionistas, investidores, e no público interno, como funcionários.

No momento da crise, o comitê irá definir a periodicidade das reuniões. Dependendo da gravidade, os encontros podem ser diários ou até em mais reuniões por dia. Nas reuniões são definidas as estratégias e decisões. Também é feita a capacitação do porta-voz, que irá falar pela empresa.

Previsibilidade na gestão de crise

Mario Persona, estrategista de comunicação e marketing, explica que as empresas precisam pensar de maneira preventiva e faz uma analogia entre crises e buracos na pista.

“Quando dirigimos em uma estrada ruim estamos o tempo todo atentos a eles, desviando, freando, fazendo de tudo para não acabarmos com um pneu furado ou com o carro de rodas para o ar. Os buracos representam um perigo. Mas o perigo maior é acreditar que eles não existam e viajar indiferentes a eles. Assim é com relação às crises na vida e na empresa. Por mais que o caminho pareça plano e suave é preciso dirigir preparado para evitar surpresas. Alguns não gostam disso, pois acham que é o mesmo que ser pessimista. Não vejo assim. Vejo que o melhor recurso contra a crise está na previsibilidade e na preparação de rotas de escape”, afirma.

 


Este conteúdo foi desenvolvido pelo núcleo de comunicação da iFractal, com base na experiência, informações e pesquisas nas áreas de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação, sob a supervisão editorial de Caio Carraro Gomes da Costa. O compartilhamento deste conteúdo é livre, desde que citada a fonte e que não seja alterado, manipulado ou reeditado. As opiniões das entrevistas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a posição da iFractal.

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