O que é e como o RH pode evitar essa prática nociva nas relações comerciais com tecnologias.

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Considerado uma estratégia de negócio, o aprisionamento tecnológico, também conhecido como Vendor Lock In, beneficia somente o fornecedor em detrimento de toda a sociedade.

O termo aprisionamento vem justamente do fato de que, em geral, é muito difícil se desvincular dos produtos destes fornecedores, pois demanda tempo e esforço.

Essa estratégia consiste em criar dependência com o fornecedor através de ações oportunistas, construídas a partir de contratos leoninos, lobbies, cartéis, desinformação e monopólios, sendo, dessa forma, nocivas para o cliente, já que inflaciona os preços, dificulta a inovação e acaba com a livre concorrência.

De modo geral, as empresas que adotam essa estratégia vendem seus produtos de três formas: Apelo à exclusividade, a incompatibilidade programada e a venda casada. As duas primeiras formas são bem comuns no cotidiano e afetam todos.

Contudo, como o assunto é voltado ao RH, irei focar em um exemplo onde ocorre com frequência a prática da ‘venda casada’.

Imagine que você implantou novos relógios de ponto eletrônico, tudo conforme a legislação. Entretanto, o sistema de ponto oferecido pelo fabricante do relógio não atendia às necessidades da empresa e, ao tentar trocar de software, descobre-se que o fabricante vinculou o hardware com próprio sistema de ponto, impedindo ou dificultando a implantação de outro mais alinhado.

Como evitar o aprisionamento tecnológico ?

Para evitar essa situação, verifique, entre fornecedores do produto ou serviço, quais disponibilizam documentação e especificações técnicas que viabilizem a integração entre hardware e software de terceiros.

É fundamental que o RH sempre converse com o TI sobre a implantação de projetos dessa natureza.

Se este assunto é do seu interesse e você deseja saber um pouco mais, ligue para (11) 5070.1799 e fale com a nossa equipe.

Publicado, originalmente, na Revista Melhor

 


Este conteúdo foi desenvolvido pelo núcleo de comunicação da iFractal, com base na experiência, informações e pesquisas nas áreas de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação, sob a supervisão editorial de Caio Carraro Gomes da Costa. O compartilhamento deste conteúdo é livre, desde que citada a fonte e que não seja alterado, manipulado ou reeditado. As opiniões das entrevistas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a posição da iFractal.

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