Quais são as principais lições que o novo coronavírus já ensinou para o RH?

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Com a pandemia do novo coronavírus alterando a rotina empresarial mundial, muitos gestores precisaram, rapidamente, se adaptar as mudanças. Implantar sistemas de gestão online e enfrentar o desafio de liderar à distância foram alguns dos desafios. Neste contexto, a tomada de decisões assertiva se tornou, ainda mais, essencial. 

Para entender este cenário, a iFractal conversou com especialistas em RH para saber quais são as principais lições que a pandemia de Covid-19  ensinou nas duas primeiras semanas de recomendação de isolamento pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Treinamento online 

Luiz Alberto Ferla, CEO do DOT digital group, acredita que o momento de isolamento social é uma oportunidade para investir na qualificação à distância dos colaboradores.

“Preservar treinamentos que já estavam previstos, adaptados para a modalidade online, pode ajudar a manter o time unido e engajado com as atividades cotidianas do trabalho”, diz.

Saúde mental

Ester Gomes, especialista em RH, desenvolvimento e treinamento humano, conta que a primeira lição foi o cuidado com a saúde mental

“Presto consultoria e tenho um cliente que teve uma crise de ansiedade no início do isolamento social. Durante a crise, nem atendimento online ele quis fazer. Sendo assim, mostrei a ele que se manter ocupado poderia melhorar o quadro dele. Ele também está em tratamento psicológico. Após alguns dias de terapia, ele retomou as sessões de consultoria e está evoluindo muito bem”, conta.

Tecnologia

Rafael Jaworski, diretor de Recursos Humanos da Pormade Portas, analisa que a pandemia tem ensinado  o quanto se faz necessário aprimorar as diversas ferramentas disponíveis no mercado que permitem ou facilitem a realização do teletrabalho ou home office. 

“Apesar de esse não ser um tema novo na área de gestão de pessoas, percebo que muitas empresas ainda não estão  preparadas para essa nova e incrível modalidade de trabalho. Na Pormade, tivemos que realizar algumas adaptações de sistemas. Pois, nem todas as funções permitiam o trabalho remoto. Muitos sistemas, de um modo geral nas companhias, ainda não convertem dados e informações de forma totalmente online. Além de dispor de métricas que ajudem a medir o trabalho remoto. Portanto, acredito que um dos muitos ensinamentos que tive, enquanto profissional de RH, é que precisamos nos preparar melhor para aproveitar mais essa revolucionária forma de trabalho.”

Empatia

Sandra Castello, diretora de Gente e Gestão da DMCard, afirma que a principal lição que a pandemia ensinou foi que a empatia faz tudo possível.

“Empatia é a palavra que guiou a mim e à DMCard durante esses últimos dias. Como regra geral, não somos grupo de risco. Nossa média de idade não chega a 40 anos. Mas pensar na família de nossos colaboradores foi a principal razão para decidirmos colocar o máximo de pessoas em home office. A partir do momento em que percebemos que a decisão mais segura era evitar aglomerações, várias áreas começaram, simultaneamente, a trabalhar com esse objetivo, incansavelmente. Em, apenas, uma semana conseguirmos colocar 90% do escritório trabalhando home office. De forma segura e sem perder qualidade. Assim permanecemos até o momento e ficaremos enquanto for necessário.” 

 


Este conteúdo foi desenvolvido pelo núcleo de comunicação da iFractal, com base na experiência, informações e pesquisas nas áreas de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação, sob a supervisão editorial de Caio Carraro Gomes da Costa. O compartilhamento deste conteúdo é livre, desde que citada a fonte e que não seja alterado, manipulado ou reeditado. As opiniões das entrevistas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a posição da iFractal.

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