Como ficará o home office após pandemia?

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Como medida de segurança para evitar o alastramento do COVID-19 na sociedade,  muitas empresas, em vários países do mundo, adotaram a quarentena e consequentemente, o trabalho remoto às pressas.

Apesar dessa modalidade de trabalho já ser considerada tendência mundial, a pandemia acelerou a adoção em organizações que ainda não eram adeptas a modalidade. 

Contudo, a implementação do trabalho remoto nem sempre é uma tarefa fácil.

“O trabalho em home office exige uma dose de atenção a mais na comunicação das empresas com os colaboradores. Além da necessidade de ferramentas que façam a transmissão de informações de maneira direta e coerente com o momento, o discurso online precisa ser tão consistente quanto o presencial. É aí que uma estratégia de comunicação interna bem estruturada aliada à cultura da empresa entra como diferencial para manter engajamento e produtividade”, afirma Elizeo Karkoski, diretor executivo da P3K Comunicação, agência especializada em Comunicação Interna Estratégica e Endomarketing.

Futuro do home office após pandemia

O trabalho realizado de casa, além de ser um protocolo para situações extremas como a atual, já é visto por muitos como uma ferramenta para retenção de talentos. Quando bem implementado é uma ação vantajosa tanto para a empresa como para o colaborador, conforme ressalta Elizeo.

“Esse método facilita o dia a dia de trabalho. Mas é importante alinhamento: as regras precisam ficar claras para que todos saibam como participar. Disciplina é fundamental nessa mudança.”

Elizeo acredita que, após o período de quarentena, haja um grande salto na adoção do trabalho remoto. “Apesar das circunstâncias, este é um momento de se quebrar preconceitos e paradigmas em relação ao trabalho remoto”, comenta. 

Uma análise desenvolvida pela Talenses Group, holding de recrutamento e seleção, detectou que 55% do público entrevistado acredita que home office é um fator importante na escolha de um novo emprego.

A pesquisa mostra que 98% dos participantes cita escapar do trânsito e reduzir o estresse do transporte público como principais benefícios de trabalhar em casa. 

Para finalizar, Elizeo Karkoski dá algumas dicas para as instituições que estão se adaptando a essa nova prática. Assim como, para os RHs que desejam efetivar esse modelo de trabalho após a crise. 

RH e Comunicação

O primeiro passo é compartilhar e linkar o trabalho desenvolvido pelos profissionais de Recursos Humanos com a comunicação de sua empresa e, assim, desenvolver orientações necessárias para todos os prestadores de serviço.

Tecnologia

Utilizar a tecnologia que já temos disponível, como ferramentas de gestão de jornada de trabalho online, chat e e-mail é essencial para manter as pessoas próximas e integradas durante o trabalho. Assim os colaboradores terão suporte no dia a dia e o trabalho irá fluir. 

O home office após pandemia deve tomar cuidado, pois é uma ferramenta de trabalho que precisa de tecnologia e boa vontade para funcionar perfeitamente.

Comunicação efetiva e escuta ativa

A comunicação precisa ser muito bem estruturada para que não haja gaps. O líder deve ser o ponto central da estratégia da operação remota. Combinando as ações com o perfil dos colaboradores, pensando sempre em canais que supram todas as necessidades de trabalho.

Também é necessário ouvir os incômodos que podem surgir com o choque cultural, pensando em métodos de solucionar os problemas.

Paciência e empatia

Todo processo que inclui mudanças na forma de trabalho exige um tempo para adaptação e terá a possibilidade de desafios inesperados.

Por isso, é imprescindível manter um canal aberto para comunicar e sanar as dúvidas que possam aparecer sobre as expectativas de produtividade e eventuais conflitos.

E, diante do cenário atual, também é importante manter os colaboradores informados sobre todas as medidas adotadas pela instituição para conter a situação.

 


Este conteúdo foi desenvolvido pelo núcleo de comunicação da iFractal, com base na experiência, informações e pesquisas nas áreas de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação, sob a supervisão editorial de Caio Carraro Gomes da Costa. O compartilhamento deste conteúdo é livre, desde que citada a fonte e que não seja alterado, manipulado ou reeditado. As opiniões das entrevistas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a posição da iFractal.

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